Transplante de face

O norte-americano Richard Norris, 39 anos, seO norte-americano Richard Norris, 39 anos, se submeteu, no ano passado, a um dos transplantes de face mais complexos e caros da história. Além da pele, recebeu dentes, mandíbula e até mesmo a língua de seu doador. A reportagem fala sobre o encontro emocionante da família do doador com Norris mas não é sobre isto que quero falar.

A reportagem do DailyMail fala sobre o encontro emocionante da família do doador com Norris. (leia a reportagem completa, em inglês). 

Norris me fez lembrar de um paciente da cirurgia plástica do HRAN (em Brasília) que teve o rosto desfigurado por um ataque canino e fez incontáveis cirurgias para reconstruir a face, durante vários anos. Quem já trabalhou lá sabe de quem estou falando. Há alguns anos, soube que ele se suicidou.

Com Norris aconteceu algo semelhante. Ele "explodiu" o rosto com uma espigarda com apenas 22 anos, passou por mais de 30 operações para tentar recuperar sua face. Um processo longo, doloroso, com pouca melhora. Evitava sair de casa e não saía sem se esconder. O que foi deixando-o deprimido e chegando a pensar em suicídio.

Quando não haviam mais opções cirúrgicas convencionais, um de seus médicos sugeriu um transplante de rosto. A chance de sobrevivência era de apenas 50%! E mais, pelo resto da vida, ele teria que tomar medicação para inibir o sistema imunológico e evitar rejeição do transplante, o que deixaria o organismo dele suceptível a infecções, mesmo assim, ele teria que conviver com o risco de rejeição por toda a vida. Explicaram tudo isto a ele, ressaltaram que a face não era um órgão vital como coração e rins, ou seja, que ele não precisava se submeter a isto. Ele aceitou, preferiu correr 50% de chance de morrer do que viver a vida toda daquela maneira.
   

Hoje ele comemora o simples fato de sair na rua e não receber uma segunda olhada. Afirma que o transplante "salvou a sua vida". Conhecendo o que houve com o paciente no HRAN, tenho certeza de que salvou sim, literalmente.

salvou sim, literalmente. submeteu, no ano passado, a um dos transplantes de face mais complexos e caros da história. Além da pele, recebeu dentes, mandíbula e até mesmo a língua de seu doador. A reportagem fala sobre o encontro emocionante da família do doador com Norris mas não é sobre isto que quero falar.

 

Ele me fez lembrar um paciente da cirurgia plástica do HRAN (em Brasília) que teve o rosto desfigurado por um ataque canino. Ele fez incontáveis cirurgias para reconstruir a face, durante vários anos. Quem já trabalhou lá sabe de quem estou falando. Há alguns anos, soube que ele se suicidou.

 

Com Norris aconteceu algo semelhante. Ele "explodiu" o rosto com uma espigarda com apenas 22 anos, passou por mais de 30 operações para tentar recuperar sua face. Um processo longo, doloroso, com pouca melhora. Evitava sair de casa e não saía sem se esconder. O que foi deixando-o deprimido e chegando a pensar em suicídio.

 

Quando não havia mais opções cirúrgicas convencionais, um de seus médicos sugeriu um transplante de rosto. Explicaram que a chance de sobrevivência era de apenas 50%! E mais, pelo resto da vida, ele teria que tomar medicação que inibe o sistema imunológico (para evitar rejeição, o que deixaria o organismo dele suceptível a infecções) e que, mesmo assim, ele teria que conviver com o risco de rejeição por toda a vida. Ressaltou que a face não era um órgão vital como coração e rins, que ele não precisava se submeter a isto. Ele aceitou, preferiu correr 50% de chance de morrer do que viver a vida toda daquela maneira.

Hoje ele diz que o transplante "salvou a sua vida". Conhecendo o que houve com o paciente no HRAN, acredito que 

salvou sim, literalmente.

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